{FP Fechada} Dragon Blood

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Re: {FP Fechada} Dragon Blood

Mensagem por Sayuri Pearce em Ter Jan 24, 2017 3:57 pm

Dragon Blood
Eu havia decidido aprender, um pouco tardiamente, a arte da costura. Havia notado que era difícil achar roupas para o meu tipo físico, que basicamente tinha seios, quadris e coxas demais e cintura de menos. Não queria ter que encomendar roupas todas as vezes e ouvir comentários sobre meu corpo que eu achava ter sido muito bem feito. Eu comprei os materiais de costura no porto e me retirei para o quarto que aluguei para ter alguma paz na hora de trabalhar - pois em qualquer outro lugar haveria uma legião de fãs me olhando e seria a todo instante interrompida para curar alguém ou ouvir uma cantada.

Ainda era de manhã e as janelas do quarto estavam abertas, sem as cortinas a frente impedindo a passagem da luz ou da doce brisa que entrava. Eu trajava um vestido branco que ia até abaixo dos meus joelho com um decote mediano, nos pés haviam sapatilhas delicadas igualmente brancas e os cabelos estavam soltos, caindo em ondas até o meio das minhas costas. Após aspirar a brisa que entrava pela janela e acenar a algumas pessoas que pararam lá embaixo para me olhar, voltei para perto da cama onde estavam meus materiais de trabalho e me sentei a beira da cama já arrumada por uma funcionária da hospedaria para começar a trabalhar.

Havia recebido lições básicas no castelo e lembrava como fazia, apenas não tinha prática. Em primeiro lugar, peguei um pergaminho e uma pena para desenhar o vestido que planejava fazer. Devido ao cuidadoso trabalho de escrever pergaminhos que havia aumentado em muito meu capricho com as coisas e precisão exigida para confeccionar boas armas, não foi realmente difícil desenhar mesmo não tendo ficado idêntico ao que tinha em mente. O vestido que eu faria, enfim, seria feito em seda branca e era justo na cintura e mais largo depois dela, disfarçando minhas curvas. Havia um decote singelo naquele vestido, porém muito menos chamativo que o de minha túnica. Meus dedos esguios passaram pelo tecido que comprara e comecei a tirar, sem seguida, as medidas para começar a costura. Algumas partes foram fáceis, como seios e quadris, porém outras precisei chamar uma jovem moça que trabalhava ali para me ajudar. A jovem pareceu bastante euforica em ficar comigo, mesmo que pouco, me fazendo sorrir antes de perguntar.

Estais muito ocupada, querida? Podes ficar um pouco e me ajudar? Eu não domino a arte da costura, então talvez possa me orientar um pouco nesse começo. ─ Minha voz era musical e doce ao falar com ela, os olhos cinzentos observando-a. Notei a alegria na face dela e percebi que talvez desejasse mesmo um convite para ficar e ajudar.

Claro que posso ajudar a senhorita! Será uma honra. ─ A felicidade transbordava em sua face e voz. Sorria educadamente para ela e lhe mostrei o desenho, explicando o que mais ou menos planejava fazer. Olhei ele e olhei um pouco corada para meu próprio corpo, preocupada com meus próprios seios.

Achas possível fazer esse vestido? ─ Questionei com ela olhando o vestido, coçando o queixo e concordando com a cabeça. Depois olhou para mim e para o meu corpo com atenção, depois mais uma vez olhou para o desenho do vestido.

Acho que sim, minha senhorita. Esse tecido... É seda, senhora?! ─ Olhei o tecido distraída, franzindo a testa. Estava tão acostumada com tecidos finos que aquilo havia sido uma escolha involuntária, mas esquecera-me que aqueles que os não aventureiros de família sem verbas dificilmente teriam acesso a esses tecidos mais finos e menos ainda as joias que eu adorava usar.

Sim, é seda. Eu gosto do caimento dele no meu corpo e da delicadeza das roupas. ─ Falei um pouco sem jeito com a falta de costume dela e abri a caixinha onde guardava as agulhas, linhas e a tesoura. Tentei ocupar-me com aquilo e deixar ela a vontade para tocar o tecido e aproveitar a sensação do mesmo.

Por um bom tempo após, eu e ela nos dedicamos a costurar, cortar, medir... A jovem me ajudava com algumas dicas e sugestões, ensinando-me um pouco como fazia aquilo e por umas duas vez tive que recomeçar do zero a fazer por ter errado em algo que não tinha como arrumar, em outras desfazia o erro e começava depois disso. Sem querer, eu espetei-me algumas vezes com a agulha e usei minha magia de cura para curar os ferimentos de minha mão, surpreendendo a jovem e rindo baixinho antes de começar a conversar com ela sobre o que achava da magia, após descobrir que ela se chamava Eleonor. A garota tinha uma aparência comum, com cabelos escuros e lisos longos. Deveria também ter uns quinze anos, mais ou menos, e disse estar flertando com o filho do ferreiro. Eu contei a ela que estava apaixonada por um rapaz, mas havia muito tempo que não o via. Eleonor também falara que ele a tocara uma vez, mas ela tinha medo de contar aquilo aos pais dela ou as amigas e percebi que ele estava confessando a mim achando que eu era uma sacerdotisa de Bahamut.

Eleonor, querida, essa é uma situação difícil de eu lhe aconselhar. Entre os dragões, por exemplo, é comum escolher um parceiro para procriar e depois de colocar os ovos, se separarem. Alguns casais continuam juntos, mas é muito raro. Dependendo do tipo de fada, também é muito comum ter múltiplos amantes também é comum. Ainda há os elfos que não se casam, ficando com quem eles desejam. Eu nasci e cresci em meio a sociedade feérica, com uma família que acreditava em casamento com uma única pessoa, mas ao mesmo tempo fui introduzida a um culto do deus dos dragões. Porém lhe digo uma coisa. Se tu amas de verdade o rapaz e ele lhe ama, deveriam falar com vossos pais. Omitindo, claro, a parte dele ter lhe tocado.

Eu dei o último ponto na parte da saia e voltei a atenção para a parte superior. Queria bem justo nos seios e cintura, porém mais largo na saia de modo a marcar bem aquelas partes e tirar parte do destaque ao resto do corpo. A garota me olhava com atenção após eu falar o que achava e ela suspirou. Sabia que, para alguém como eu, não havia muito o que fazer. Os homens simplesmente me veneravam e corriam atrás de mim, achar alguém que me agradasse não era difícil, porém na situação dela era infinitamente mais complicado.

Não sei se eles iriam aceitar, senhorita. ─ Havia pesar em sua voz e parei o que fazia, tocando o ombro dela delicadamente e a olhando nos olhos. Os cinzentos olhos reluziam a luz que entrava no quarto.

Deveria tentar antes de falar se aceitarem ou não. Caso não aceitem, gostaria de lhe fazer uma proposta...

Qual proposta, senhorita?

Eu queria uma dama de companhia, alguém para me acompanhar nas viagens e ajudar em algumas tarefas básicas.



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